Longe do Oeste Velho
Deixando os vilarejos que velo
Pensava saber o bom e o torpe
Até pisar no meio da Nova Iorque
Pessoas andavam sob o chão da orbe
Prédios tocavam no pano do céu.
Nova Iorque na fria estação
Vento sopra neve em toda direção
Andando sem caminho ao certo
Alguém gelaria até o miolo esquelético
Eu tive o corpo gélido
Nova Iorque contava ser o pior do frio em setenta anos
Quando o soube, o frio se foi.
Balancei meu velho violão
No metrô, tomei um vagão
E após rolar, balançar, cambaleado
Cheguei no centro residencial
Greenwich Village.
Andei por lá e acabei
Num daqueles bares do quarteirão
Subi no palco para tocar e cantar
O dono disse "Outro dia você pode voltar
Você é muito caipirão
Aqui só cantor de multidão."
Bem, emprego de gaiteiro tive, tocava
Por um dólar ao dia, os pulmões estourava
Assoprava de tudo que era jeito
O dono disse gostar do meu som
Estava fuleiro de raiva por gostar das músicas
Dólar esfolado de um dia.
E após semanas e semanas de biscate
Em Nova Iorque achei emprego de verdade
Onde o lugar é grande, o dinheiro é grama
*Paguei as contas, ingressei na formalidade*
Um grande homem disse uma vez
Que alguns lhe roubam com uma canetada
Não demorei muito para descobrir
Sobre essa sentença anunciada
Muitos não têm o suficiente de comida na mesa
Mas têm de garfos e facas aos montes
E arrumam alguém para sentar as picotadas
E numa manhã quando o sol deu suas fritadas
Vadiando à toa por Nova Iorque
Puxei o boné sobre minhas vistas
Aquecido pelos céus do velho Oeste
Até mais, Nova Iorque
Olá, "Laranjão do Leste!"
Letra com cifra: http://dylanchords.info/01_bobdylan/talkin_new_york_blues.htm
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